Tecnologia, IA e pessoas redesenham o mercado financeiro – FEBRABAN TECH 2026 em perspectiva
Mirante Tecnologia
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O setor bancário brasileiro chega a 2026 depois de anos de digitalização e amadurecimento dos canais digitais. Agora, a evolução ganha novas dimensões com a expansão da inteligência artificial, da computação em nuvem, dos dados e de arquiteturas cada vez mais integradas.
No FEBRABAN TECH 2026, essas transformações apareceram tanto nas discussões dos principais executivos do setor quanto nos dados da Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2026. O cenário mostra bancos ampliando investimentos, incorporando agentes de IA, desenvolvendo novas competências e buscando transformar tecnologia em eficiência, escala e experiências mais relevantes para os clientes.
Foi a partir dos dados da pesquisa e dos principais insights apresentados nas palestras do evento que construímos o nosso Report FEBRABAN TECH 2026. Nesta edição, reunimos os movimentos que ajudam a entender o momento atual do setor e os caminhos que começam a se desenhar para os próximos anos.

Os investimentos ajudam a dimensionar essa mudança. O orçamento de tecnologia da indústria bancária deve chegar a R$ 50,4 bilhões em 2026, acumulando crescimento de 58% em cinco anos.
O movimento consolida a tecnologia como parte central da estratégia dos bancos e amplia a necessidade de estruturas capazes de sustentar inovação, segurança, eficiência e velocidade de execução. Cibersegurança, cloud, IA e GenAI estão entre as principais prioridades dessa agenda.

Esse avanço também muda a relação entre tecnologia e negócio. Durante o evento, executivos destacaram a importância de modernizar arquiteturas, integrar dados e reduzir o tempo entre desenvolvimento, testes e disponibilização de novas soluções. No Itaú, por exemplo, agentes já são utilizados para simular o comportamento de clientes e reduzir ciclos de testes de três semanas para cerca de três horas. No Santander, a expectativa é gerar mais de R$ 6 bilhões por meio de IA até 2028.

A inteligência artificial avança para novas aplicações. 52% das instituições já adotam agentes de IA em suas operações, enquanto os bancos ampliam o uso da tecnologia em processos internos, atendimento, geração de documentos, cibersegurança e análise de risco.
Pessoas definem a intenção, estabelecem critérios e validam resultados, enquanto agentes apoiam a execução de tarefas. A mudança alcança a engenharia de software e amplia a necessidade de novas competências. Esse movimento já aparece nos dados: 70% das organizações possuem ou estão desenvolvendo estratégias de requalificação, e o engenheiro de IA surge pela primeira vez entre os profissionais de tecnologia mais demandados pelos bancos.

A transformação tecnológica também aparece em outras frentes da agenda bancária. O Open Finance avança para experiências mais contextualizadas, novos perfis profissionais ganham espaço e experiência e segurança se consolidam como dimensões importantes da diferenciação.
Os movimentos apontam para uma próxima etapa em que tecnologia, IA, dados e pessoas precisam estar conectados à estratégia do negócio. Os bancos precisam não só acompanhar as novas etapas da tecnologia, mas também entender onde ela gera valor e como incorporá-la à operação.

No Report FEBRABAN TECH 2026, reunimos os principais insights das palestras do evento e os dados da Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária para aprofundar esses movimentos e analisar os caminhos que começam a se desenhar para os próximos anos.

Conteúdo gratuito e sem coleta de dados.