Huawei Connect 2026: os caminhos da IA que vimos de perto em Shanghai
Mirante Tecnologia
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Representaram a Mirante Rafael Cardoso, Diretor de Tecnologia e Inovação; Nícolas Paschoal, Head de Marketing; e Bruno Silveira, Gerente de Parcerias. Ao longo dos dias, tivemos contato com profissionais de diferentes indústrias e nacionalidades, participamos de palestras e conhecemos de perto tecnologias que estão moldando a próxima etapa da inteligência artificial.

Da infraestrutura aos agentes de IA
As keynotes do Huawei Connect mostraram como a expansão da inteligência artificial está criando novas demandas para a infraestrutura de tecnologia. A Huawei apresentou arquiteturas para conectar e escalar grandes volumes de processamento, com destaque para SuperPoDs, UnifiedBus, redes de alta velocidade, memória e armazenamento.
Durante o tour pela estrutura do evento, conhecemos de perto os AI Data Centers e soluções voltadas a computação em larga escala, redes, storage e gerenciamento de dados. Também conhecemos a proposta da Stellar AI Network, desenvolvida para acompanhar as necessidades de ambientes cada vez mais orientados por IA.
A experiência nos permitiu entender como essas diferentes camadas trabalham de forma integrada e formam a base para aplicações de inteligência artificial em escala.

Uma cloud preparada para a era dos agentes
No segundo dia do evento, Peter Zhou, Director of the Board da Huawei e CEO da Huawei Cloud, apresentou a estratégia Agentic Cloud for the Agentic World, que propõe uma evolução na arquitetura de cloud para acompanhar a expansão dos agentes de IA.
Nesse modelo, a infraestrutura precisa considerar aspectos como memória, disponibilidade, integração entre diferentes tipos de processamento e execução segura, além da capacidade computacional. A Huawei reúne essa visão no conceito de Agentic Infra, que, segundo a empresa, já atende mais de 3.500 clientes.
Entre os lançamentos apresentados esteve a nova geração do AI Cluster Service (AICS). Segundo a Huawei, o serviço pode sustentar mais de 40 dias de treinamento contínuo, recuperar falhas em até dez minutos e entregar 20% mais throughput de tokens em relação à geração anterior. A disponibilidade internacional foi anunciada para 30 de novembro.
Essa evolução também traz novas métricas para a gestão da infraestrutura. Custo por token, utilização dos aceleradores, tempo de indisponibilidade e eficiência de inferência passam a ganhar espaço nas decisões relacionadas à IA, aproximando cada vez mais tecnologia e FinOps.
Do Huawei Connect ao setor financeiro
Também visitamos o SPD Bank (Shanghai Pudong Development Bank), instituição financeira chinesa que mantém uma parceria de inovação com a Huawei. No SPD Bank Intelligent Innovation Hub, conhecemos aplicações que mostram como infraestrutura, dados e inteligência artificial podem ser combinados para responder a necessidades concretas do setor financeiro.
Durante a visita, conhecemos a arquitetura Atlas AI, baseada no ecossistema Ascend/CANN, além do SuperPoD, utilizado para suportar novas cargas de inteligência artificial. A instituição também apresentou iniciativas como o Bank of Things e o SPDB Finwarehouse, que utiliza IoT, RFID, inteligência artificial e modelos Pangu para transformar informações sobre estoques físicos em dados que podem apoiar operações financeiras.
Segundo as informações apresentadas durante a visita, o SPD Bank já desenvolveu mais de 100 cenários de aplicação de IA, envolvendo áreas como aquisição de clientes, recomendações, análise de risco, antifraude, análise documental e agentes inteligentes.
Para nós, da Mirante, conhecer essas aplicações foi uma oportunidade de enxergar a tecnologia em funcionamento dentro de um contexto de negócio e entender como as soluções apresentadas no Huawei Connect podem apoiar transformações concretas no setor financeiro.

Principais lançamentos do Huawei Connect
O evento apresentou uma série de tecnologias voltadas à infraestrutura e à operação da inteligência artificial. Entre os principais destaques, estão:
- Atlas 960E SuperPoD: arquitetura de computação de IA que utiliza interconexão óptica para conectar recursos em larga escala.
- TaiShan 950 SuperPoD: nova geração da arquitetura de computação da Huawei.
- OceanStor M900: solução de armazenamento desenvolvida para cargas de IA que demandam grande capacidade de memória e contexto.
- UnifiedBus: arquitetura que integra CPU, NPU, memória e armazenamento em ambientes de computação de IA.
- Context Memory Storage (CMS): tecnologia voltada a agentes que executam tarefas de longa duração e precisam acessar grandes volumes de contexto.
- AI Cluster Service (AICS): nova geração do serviço de clusters de IA da Huawei Cloud.
- Agentic MaaS e AgentArts: soluções voltadas ao desenvolvimento, disponibilização e gestão de agentes corporativos.
- Industry AI Foundry: iniciativa que reúne modelos, dados, conhecimento e agentes para aplicações em diferentes setores.
- Stellar AI Network: arquitetura de rede desenvolvida para acompanhar as demandas de ambientes de IA em larga escala.
O que levamos de Shanghai
Voltar de Shanghai depois de dias tão intensos de conversas, visitas e descobertas nos deixou com uma visão ainda mais ampla sobre o momento que a tecnologia está vivendo. Estar tão perto dessa escala de infraestrutura e acompanhar de perto como a Huawei está pensando a evolução da IA nos ajudou a enxergar novas possibilidades para o nosso próprio ecossistema.
Para nós, da Mirante, um dos grandes aprendizados dessa experiência foi justamente poder trocar com profissionais de diferentes indústrias e nacionalidades, compartilhar experiências e conhecer outras perspectivas sobre os desafios que a tecnologia está colocando para as empresas. Essas conversas ampliaram nossa visão sobre diferentes aplicações e caminhos possíveis para a inovação.
Também foi marcante compreender de perto a escala da Huawei e toda a estrutura que sustenta seu ecossistema tecnológico na China. Conhecer essa operação, suas soluções e a infraestrutura que está por trás delas nos ajudou a dimensionar a robustez necessária para acompanhar o crescimento da inteligência artificial e as novas demandas de processamento, conectividade e dados.
Voltamos de Shanghai com novas referências, conexões e aprendizados que já fazem parte das nossas conversas internas e que queremos levar para nossos clientes e parceiros. A experiência nos ajuda a avaliar com mais clareza quais tecnologias fazem sentido para o nosso ecossistema e onde podemos construir novas possibilidades juntos.