Cooperativas de crédito: como conectar inovação, IA e modernização de sistemas para evoluir o negócio
O cooperativismo brasileiro tem uma dimensão que amplia a importância das decisões tecnológicas para o setor. Segundo os dados apresentados pelo Sistema OCB em seu Anuário 2026, o Brasil reúne 29 milhões de cooperados e R$ 1,6 trilhão em ativos. Essa escala reforça a relevância de uma infraestrutura tecnológica capaz de acompanhar as necessidades dos cooperados, sustentar operações e viabilizar novas formas de atendimento.
Mirante Tecnologia
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Ao mesmo tempo, a transformação digital convive com desafios de investimento, mudança organizacional e governança. Na 3ª Pesquisa de Inovação do Sistema OCB, 51,1% apontam a falta de orçamento como obstáculo à inovação e 47,3% relatam resistência à mudança. No campo da inteligência artificial, apenas 9,4% possuem uma política consolidada de IA, segundo a mesma fonte.

Esse cenário coloca uma questão importante para os líderes de tecnologia. Como avançar em inovação, modernizar a infraestrutura existente e incorporar novas capacidades sem perder de vista as prioridades do negócio?
A resposta passa por uma agenda que conecte evolução tecnológica, conhecimento das operações e governança. Nesse contexto, inteligência artificial e modernização de sistemas legados são frentes complementares para ampliar capacidades e preparar as aplicações para novas demandas.
Da inteligência artificial à modernização
A Mirante tem mais de 20 anos de experiência com cooperativas de crédito e atua em iniciativas que conectam tecnologia às necessidades operacionais e estratégicas dessas instituições.
Em um projeto com uma grande instituição financeira cooperativa brasileira, a Mirante cocriou uma plataforma multiagente de inteligência artificial para apoiar gerentes na consultoria de investimentos. A solução analisa o perfil e os objetivos do investidor, considera regras de negócio e critérios de adequação ao risco e consulta um catálogo com mais de 100 produtos financeiros para estruturar recomendações personalizadas em segundos.

A plataforma também permite simular cenários, comparar alternativas, ajustar carteiras e gerar relatórios personalizados. Sua arquitetura combina agentes especializados, controles, informações autorizadas e mecanismos de rastreabilidade e explicabilidade, apoiando a aplicação consistente das diretrizes da instituição.
O projeto demonstra como a IA pode apoiar processos que exigem análise de informações, personalização e aplicação de regras específicas. Para as cooperativas de crédito, iniciativas desse tipo abrem oportunidades para ampliar a capacidade consultiva e apoiar o trabalho das equipes, considerando as necessidades de cada investidor.
Em paralelo a essa iniciativa, a Mirante também atua na modernização de outros sistemas legados da mesma instituição. Esse trabalho responde a um desafio recorrente que é evoluir aplicações que sustentam processos importantes para o negócio, preservando a lógica operacional necessária e criando condições para futuras mudanças.
Inteligência artificial aplicada à modernização de sistemas
Modernizar sistemas legados envolve compreender aplicações construídas ao longo de anos, identificar a lógica de negócio incorporada ao código e garantir que regras essenciais sejam consideradas durante a transformação. Em ambientes críticos, esse processo exige atenção às particularidades de cada sistema, além de mecanismos que permitam validar e acompanhar as mudanças realizadas.
Para apoiar essa jornada, a Mirante desenvolveu o PRISMA, nossa plataforma proprietária de IA para modernização de sistemas legados. A solução combina tecnologias modernas a um pipeline de transformação próprio, capaz de analisar o código-fonte existente, identificar e extrair a lógica de negócio e apoiar a geração de aplicações modernas prontas para produção.
O processo considera as características técnicas dos sistemas de origem e as regras que orientam seu funcionamento. Com suporte a múltiplas linguagens e um framework personalizável, o PRISMA permite adaptar a abordagem às particularidades de cada aplicação e às necessidades de cada projeto.
A plataforma também incorpora validação automática e rastreabilidade, permitindo acompanhar as transformações realizadas e apoiar a auditoria dos resultados. Esses recursos contribuem para dar mais visibilidade ao processo e apoiar o controle sobre as mudanças feitas durante a modernização.
A abordagem do PRISMA é orientada por cinco princípios: hiperpersonalização, determinismo, auditabilidade, conformidade e celeridade. Em conjunto, eles direcionam uma modernização que considera as características de cada sistema, a consistência das transformações, o acompanhamento dos resultados e os requisitos técnicos e operacionais do negócio.

Ao combinar análise, transformação e mecanismos de validação, o PRISMA apoia a evolução de aplicações com mais consistência e transparência, considerando as necessidades específicas de cada ambiente.
Governança, arquitetura e capacidade de evolução contínua
A adoção de IA e a modernização de sistemas exigem decisões que vão além da escolha de ferramentas. É necessário avaliar a arquitetura existente, compreender dependências, definir prioridades e estabelecer mecanismos de governança compatíveis com a criticidade das operações.
O estudo O Futuro da IA, Sem Filtros, da GFT Technologies (2026), evidencia a dimensão desse desafio com 93% dos CIOs e CTOs (de vários segmentos) concordam que executar IA em sistemas legados sem modernizá-los pode, ao longo do tempo, provocar uma crise de segurança em escala empresarial. O relatório também aponta que apenas 20% afirmam que os demais executivos da alta liderança e os conselhos compreendem plenamente os riscos de segurança associados a essa combinação.
Os dados reforçam a importância de aproximar as decisões de arquitetura das prioridades de negócio e de risco. Para as cooperativas de crédito, cuja operação depende da confiança, da segurança e da continuidade dos serviços, essa agenda envolve tanto a evolução dos sistemas quanto a definição de diretrizes claras para o uso da inteligência artificial.
Algumas frentes podem ajudar a estruturar essa evolução:
- Mapear aplicações e dependências: identificar sistemas que sustentam processos críticos, regras de negócio relevantes e limitações técnicas.
- Priorizar iniciativas de modernização: organizar a evolução por etapas, considerando criticidade operacional, complexidade, riscos e objetivos do negócio.
- Incorporar governança desde o início: definir critérios de segurança, validação, rastreabilidade e conformidade para sistemas modernizados e soluções de IA.
- Conectar tecnologia a resultados: estabelecer indicadores para acompanhar qualidade, estabilidade, tempo de entrega e capacidade de evolução, de acordo com os objetivos de cada projeto.
- Envolver a liderança e as equipes de negócio: alinhar prioridades, responsabilidades e critérios de decisão para que a transformação tecnológica esteja conectada às necessidades da instituição.
A experiência da Mirante com cooperativas de crédito reúne diferentes frentes de atuação, da criação conjunta de soluções digitais à modernização de sistemas legados. Isso inclui iniciativas como análise de perfil de investidores, consulta inteligente a produtos financeiros, orquestração de sistemas multiagentes, automação de análises de crédito e desenvolvimento conjunto de soluções personalizadas para as necessidades de cada instituição.
Essa atuação permite conectar inovação e evolução tecnológica às prioridades do negócio, considerando desde novas oportunidades de aplicação da inteligência artificial até a transformação de sistemas essenciais à operação.
Para os líderes de tecnologia, o desafio está em construir uma trajetória de evolução coerente com as prioridades da instituição, com governança adequada e capacidade de adaptação ao longo do tempo. A Mirante atua como parceira nessa jornada, combinando conhecimento do cooperativismo de crédito, capacidade de desenvolvimento e tecnologias para apoiar as cooperativas na criação de novas soluções e na evolução de suas aplicações.
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