O legado em Flex e o futuro das aplicações críticas
Aplicações em Flex ainda sustentam processos críticos em muitas organizações e concentram regras de negócio, integrações e conhecimento acumulado ao longo dos anos. À medida que as demandas por evolução tecnológica aumentam, manter essas aplicações em uma arquitetura que já não acompanha o ritmo do negócio traz novos desafios para a área de tecnologia.
Mirante Tecnologia
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A modernização de legado hoje envolve uma questão central. Quanto a arquitetura existente ainda consegue acompanhar a estratégia tecnológica da empresa? Essa discussão ganha relevância à medida que produtos digitais, dados, cloud e inteligência artificial aceleram a transformação dos ambientes de tecnologia.
Mais de 50% dos tomadores de decisão de tecnologia entraram em 2025 com níveis moderados ou altos de débito técnico, e a projeção da Forrester indica que esse percentual chegará a 75% até o final de 2026.
O legado começa a custar quando passa a limitar a estratégia
Uma aplicação pode continuar funcionando durante décadas e ainda assim representar um problema estratégico. O ponto de ruptura aparece quando a tecnologia começa a interferir na capacidade da organização de evoluir produtos, integrar novos serviços, acessar dados, incorporar novas capacidades digitais e responder às demandas do negócio.
Essa é uma perspectiva que Solange Carvalho, Diretora Comercial da Mirante, acompanha de perto nas discussões sobre modernização de ambientes legados. A partir da experiência da Mirante em projetos de transformação tecnológica, Solange chama atenção para o momento em que a sustentação de uma tecnologia interfere em decisões de negócio, capacidade de evolução e competitividade:


Esses indicadores ajudam a colocar o legado em uma perspectiva mais ampla. A discussão começa a envolver a capacidade de a área de tecnologia alocar recursos, responder às mudanças do negócio e criar espaço para novas agendas de inovação.
O desafio de modernizar aplicações em Flex
O caso do Adobe Flex ilustra uma situação recorrente em ambientes corporativos. A aplicação continua relevante para a operação, enquanto a tecnologia que sustenta essa aplicação deixou de receber a evolução necessária para acompanhar as demandas atuais.
O Flex foi lançado em 2004 e ganhou espaço na construção de aplicações corporativas ricas e sistemas complexos. Posteriormente, a Adobe transferiu o projeto para a Apache Software Foundation; a última versão do Apache Flex SDK, a 4.16.1, foi lançada em 2017. Em 2020, o encerramento do suporte ao Flash Player marcou o fim de uma das principais bases do ecossistema no qual muitas dessas aplicações foram construídas.
Esse histórico ajuda a entender por que a modernização do Flex envolve diferentes dimensões da operação de tecnologia. Os impactos aparecem na sustentação, na arquitetura e nas integrações, mas também alcançam experiência, risco e capacidade de investimento em novas iniciativas.

O ponto central não é simplesmente que o Flex é uma tecnologia antiga. O desafio está no fato de que aplicações críticas podem continuar carregando regras de negócio, processos, integrações e conhecimento acumulado em uma arquitetura cujo ecossistema já não oferece a mesma capacidade de evolução.

A partir desse ponto, manter o Flex envolve uma decisão econômica e estratégica. É necessário avaliar o custo da sustentação, a capacidade disponível para evolução, as dependências existentes, a exposição a riscos e o esforço necessário para criar novas integrações.
Esse cenário se manifesta em diferentes frentes da operação de tecnologia, da complexidade crescente de sustentação às limitações para evoluir a aplicação, passando pelas dificuldades de integração, pela experiência de uso e pelo aumento da exposição a riscos tecnológicos.
O novo cálculo da modernização
O cenário também está mudando do ponto de vista econômico. A inteligência artificial está alterando a forma como empresas podem compreender, documentar, transformar e testar grandes bases de código. A Gartner projeta que, até 2029, 90% da modernização de software utilizará ferramentas aumentadas por IA, contra menos de 15% atualmente.
Essa mudança é relevante porque uma das principais barreiras históricas da modernização de legado está justamente no conhecimento embutido em aplicações antigas. Antes de transformar o código, é necessário compreender dependências, fluxos, regras de negócio e comportamentos que muitas vezes não estão documentados fora da própria aplicação.
A adoção de IA Generativa também começa a alterar a economia da modernização de aplicações. Segundo projeção da Gartner, o uso dessa tecnologia deve contribuir para uma redução de 30% nos custos de modernização até 2028, sinalizando uma mudança relevante na forma como organizações podem estruturar e executar iniciativas de transformação de aplicações legadas.
Modernizar legado é uma decisão de arquitetura, capital e capacidade de inovação
Para o líder de tecnologia, a discussão sobre Flex não deveria começar pela pergunta sobre qual tecnologia substituirá a atual. O primeiro passo é compreender o papel da aplicação dentro da arquitetura corporativa, o conhecimento que está incorporado ao código, as dependências que sustentam a operação e o valor que precisa ser preservado durante a transformação.

Esse é um dos principais fatores que explicam por que aplicações críticas permanecem em produção mesmo quando suas limitações já são conhecidas. A aplicação está integrada a processos, dados, sistemas e pessoas; qualquer transformação exige uma estratégia que controle o risco operacional e preserve as regras de negócio que sustentam a operação.
Por isso, modernização não deveria ser tratada como um projeto isolado de desenvolvimento. Ela precisa estar conectada ao roadmap de arquitetura, à estratégia de cloud, à agenda de dados e IA, à gestão de riscos e à alocação de capacidade das equipes de tecnologia.
Esse contexto torna a modernização progressiva especialmente relevante. Em sistemas críticos, a organização precisa preservar o conhecimento acumulado enquanto cria uma estruturação capaz de sustentar novos requisitos.

É justamente nesse ponto que uma abordagem de modernização assistida por IA pode produzir valor. O objetivo não é simplesmente converter código, e sim compreender o legado, mapear suas dependências, preservar o conhecimento existente e transformar a aplicação com rastreabilidade suficiente para que a equipe de tecnologia consiga validar cada etapa da mudança.
Como a Mirante aborda a modernização de Flex
Modernizar uma aplicação crítica exige mais do que converter código de uma tecnologia para outra. É preciso compreender o que existe, preservar o conhecimento incorporado à aplicação e criar condições para que esse ambiente possa evoluir dentro da estrutura tecnológica que a empresa pretende construir.
É nesse contexto que a Mirante utiliza o PRISMA, sua plataforma proprietária de modernização, combinando inteligência agêntica, análise do código e rastreabilidade para apoiar a transformação de aplicações legadas. A plataforma permite estabelecer uma relação entre o ambiente existente e o ambiente modernizado, dando visibilidade ao processo de transformação e criando mecanismos para acompanhar a preservação das regras e comportamentos da aplicação.
Na modernização de Flex, essa abordagem estrutura o processo em diferentes etapas:

O papel do PRISMA está justamente em conectar essas etapas, apoiando uma modernização orientada por contexto e rastreabilidade, na qual a velocidade da transformação esteja acompanhada pela capacidade de compreender e validar o que está sendo transformado. Segundo a oferta da Mirante, essa abordagem pode permitir avançar até 75% mais rápido, com redução de custo e risco.
Para a liderança de tecnologia, o valor dessa abordagem está na possibilidade de tratar a modernização como uma decisão de arquitetura e de capacidade tecnológica, preservando o conhecimento que sustenta a operação enquanto se cria uma base preparada para novas integrações, dados, cloud, APIs e aplicações de IA.
No caso do Flex, essa perspectiva é particularmente relevante porque a modernização precisa considerar tanto o patrimônio tecnológico acumulado na aplicação quanto o papel que ela deverá desempenhar no ecossistema digital dos próximos anos. O objetivo é construir uma trajetória na qual a aplicação possa continuar respondendo às necessidades do negócio sem manter sua evolução condicionada às limitações da tecnologia de origem.
A Mirante desenvolveu uma oferta específica para modernização de aplicações Flex, combinando plataforma agêntica, rastreabilidade e uma abordagem orientada à preservação do conhecimento de negócio.
Quer avaliar o cenário da sua aplicação Flex e entender o caminho de modernização mais adequado? Converse com a Mirante!