Por que a IA ainda não gera os resultados esperados?



Apesar dos altos investimentos em inteligência artificial, apenas 9% dos líderes de TI afirmam ter alcançado impacto em larga escala com a tecnologia, segundo a Gartner (2024). O principal entrave não é a tecnologia em si, mas a ausência de integração estratégica e maturidade organizacional.

A produtividade, um dos objetivos centrais da adoção de IA, vai além da automação. Ela depende de como as empresas reposicionam seus fluxos, dados e decisões, com foco em valor mensurável.



Como a IA pode realmente melhorar a produtividade?



A inteligência artificial pode transformar operações, desde que esteja integrada a fluxos bem definidos. Em vez de apenas substituir tarefas humanas, ela redistribui responsabilidades, simplifica processos e amplia a capacidade dos times.

Em projeto recente conduzido pela Mirante, a redução de 28% no tempo de um processo crítico foi alcançada por meio da reengenharia de fluxo com sistemas multiagentes coordenados, não por modelos avançados, mas por clareza de objetivos.



O que mostram os dados sobre a eficiência da IA nas empresas?



A Pesquisa Febraban Tech 2025 mostra que a melhoria média de produtividade com IA é de apenas 11,4%. Além disso:



  • 47% das empresas têm ganhos abaixo de 20%;
  • Setores como saúde e manufatura enfrentam desafios semelhantes;
  • A maioria das aplicações ainda é pontual, sem conexão com a estratégia central.


Por que produtividade com IA exige reorganização?



O real potencial da IA aparece quando ela assume tarefas operacionais e libera os times humanos para decisões estratégicas. Mas isso requer:



  • Redefinir indicadores de sucesso (KPI);
  • Reorganizar papéis e fluxos internos;
  • Alinhar tecnologia com objetivos de negócio e métricas tangíveis.


Quais são os 3 movimentos essenciais para gerar impacto com IA?



  1. Posicionar a IA no centro da estratégia
    Integrar IA à lógica de negócio e metas corporativas.


  2. Redesenhar fluxos com foco em decisão
    Identificar gargalos, dividir responsabilidades e priorizar tarefas de alto valor.


  3. Consolidar uma governança orientada a valor
    Medir ROI com base em tempo de ciclo, margem e velocidade de entrega.


Como estruturar fluxos com IA na prática?



O ponto de virada está na orquestração de agentes de IA dentro dos fluxos de decisão. Isso envolve:



  • Mapeamento dos pontos críticos de decisão;
  • Classificação dos fluxos por automação e impacto;
  • Definição do nível de autonomia por tipo de agente.


Na prática, combinações entre IA preditiva, regras de negócio e automações low-code permitem escalar soluções inteligentes sem travar sistemas legados.



Tabela-resumo: o que diferencia empresas com produtividade real em IA



ElementoEmpresas com pouco impactoEmpresas com alto impacto
Estratégia de IAExperimental e isoladaIntegrada ao negócio
Indicadores de sucessoEficiência pontualValor por decisão
Tipo de automaçãoTarefa operacionalSistema de decisão distribuído
Governança e rastreabilidadeLimitadasPresentes desde o design
InfraestruturaPouco interoperávelBase escalável e modular


Perguntas frequentes (FAQ)

1. Por que tantas empresas ainda não colhem resultados com IA?
Porque muitas ainda tratam IA como projeto isolado, sem integração entre áreas, metas claras ou estrutura de governança.

2. Automatizar tarefas é suficiente para melhorar a produtividade?
Não. Produtividade real vem da reorganização estratégica dos fluxos e do foco em decisões que geram impacto direto.

3. Como saber se minha empresa está madura para IA?
A maturidade se mede pela capacidade de conectar IA a objetivos claros, KPIs estratégicos e fluxos com rastreabilidade.